27 janeiro 2015

De leitor a consumista - comprando menos livros



Meu rosto está sorrindo, mas tem lágrimas por dentro


No vídeo de hoje, compartilho com vocês a minha decisão de comprar menos livros, como cheguei a essa decisão e qual método utilizarei para vencer meu lado consumista.











MÉTODO DE PONTOS

Conseguindo pontos
- Cada livro livro vale 1 ponto;
- Se o livro  finalizar uma série não começada em 2015, 2 pontos.


Comprando livros
- Para comprar 1 livro normal preciso ter 3 pontos;
- Se o livro finalizar uma série, 2 pontos;
- Se for o primeiro de uma série começada esse ano, 4 pontos;

Exceções (Não contam pontos e nem precisam de pontos):
- Livros já lidos (releitura ou compra)
- Comprar outra edição para um livro que já tenho.



Exemplo 1
Quero comprar a série Jogos Vorazes. São 3 livros
Jogos Vorazes: Ele é o primeiro de uma série, então vou precisar ter 4 pontos. 
Em chamas: 3 pontos (livro normal)
Esperança:  3 pontos (Ele finaliza uma série, mas estou começando a comprar ela esse ano, então é o valor normal)
Vou precisar de 4+3+3 = 10 pontos.

Exemplo 2
Já tinha Jogos Vorazes, comprado antes de 2015, quero ler os outros 2.
Em chamas: 3 pontos;
Esperança: 2 pontos (Ele finaliza uma série que não foi começada a ser comprada esse ano)
Vou precisar de 3+2= 7 pontos.

21 janeiro 2015

Sobre "Operação Big Hero" e meu amor por Baymax


Eu estava muito ansiosa para ver Operação Big Hero e com certeza não foi pela publicação machista do G1 que o chamou de "Frozen para meninos", porque claro, meninas não se interessam por filmes de super-heróis e meninos não podem gostar de filmes de princesas.


Minha cara para o G1
Por magia do destino, já que aqui um filme chegou a demorar uns dois meses para dar as caras, ele veio para a minha cidade na data de estréia e eu não pude ficar mais feliz. Não fui com expectativas astronômicas, mas estaria mentindo se eu dissesse que não eram altas e eu estava especialmente curiosa a respeito da dublagem brasileira.

Operação Big Hero é uma animação inspirada em uma série de quadrinhos da Marvel Comics, iniciada em 1998, chamada Big Hero 6, que não chegaram a ser lançados no Brasil. 

A história se passa na cidade fictícia de San Fransokyo, uma mistura de São Francisco, dos EUA, e Tokyo, do Japão. É nela que vive Hiro Hamada, um garoto prodígio de 13 anos que dedica o seu tempo a construir robôs para participar e apostar em lutas clandestinas. Seu irmão mais velho, Tadashi, apresenta a ele sua universidade toda trabalhada na tecnologia, a fim de atraí-lo para algo mais útil do que a vida que ele tem levado. Após ter conhecido os amigos do irmão, e se deslumbrado com o lugar, Hiro é convencido a tentar uma vaga lá. Este é o início de uma história cômica e de aventura, mas que atinge níveis de dramas profundos e traz aquela linha tênue entre o bem e o mal.

É difícil falar de Operação Big Hero sem soltar um spoiler cabuloso, mas basta dizer que mais do que um filme sobre super-heróis lutando contra um vilão mascarado sinistro, ele fala sobre um adolescente lidando com o luto e o apoio que ele encontra em Baymax.




Agora, falemos sobre Baymax. BAYMAX. Ah, ele é a alma desse filme. Inflável, carismático e trabalhado em altas doses de fofura (vocês ouviram um "ooooown!" por aí?), o robô foi criado pelo Tadashi para revolucionar a indústria da saúde. "Olá! Eu sou Baymax, seu agente especial da saúde". Ele é ativado quando escuta uma interjeição de dor e permanece ativo até que a pessoa diga que está se sentindo bem. É interessante, como apesar de ser programado para uma cura física, ele insiste em querer "curar" a dor emocional de Hiro. Isso apenas reforça o fato do filme não ser apenas um jornada de heroísmo, mas uma jornada em busca de si mesmo, de uma razão, de um motivo para continuar a lutar.

Outro ponto interessante é a forma como o filme trabalha o estado emocional do Hiro. O garoto guarda um ódio profundo dentro si e uma das cenas, quando o filme caminha para o final, deixa isso extremamente nítido. É angustiante ver um protagonista bom, de repente agindo com base na sua raiva. É claro que os motivos são compreensíveis e em nenhum momentos essas atitudes são apresentadas como corretas (hellooo, estamos falando da Disney e seus filmes família), e acho bem-vinda essa mudança de postura ao retratar o herói e mostrar a sua humanidade.




O ponto falho do filme, para mim, é o papel superficial que os personagens secundários possuem na história. O filme explora de forma magnífica o relacionamento de Hiro com Baymax, mas peca ao nos apresentar os outros "heróis". Quase nem sabemos nada deles. Os personagens são sim divertidíssimos e possuem um potencial enorme, mas infelizmente eles ficaram um tanto apagados.
Por outro lado gostei bastante do filme ressaltar a inexperiência deles como heróis. Não é como se eles aprendessem a lutar do nada. Eles treinam, treinam e treinam. E mesmo assim terminam longe de serem perfeitos.

Já a apresentação do vilão também ficou um pouco previsível. O filme reforça tanto um ponto, que acaba ficando óbvio que ele não seguirá aquele caminho e desde o início eu sabia qual seria o plot twist. A impressão que fiquei é que o filme tentou tanto ser imprevisível que acabou sendo previsível demais. Apesar disso ele foge do clichê, só deveria ter sido menos óbvio.

De forma geral, eu gostei MUITO de Operação Big Hero. Entre lágrimas e gargalhadas, saí do cinema mais do que satisfeita. Apesar do vilão previsível, o final é emocionante e coerente. O visual do filme é incrível, as batalhas são muito bem feitas, o cenário é lindo e, me diz, como não perder o fôlego com a cena de Hiro voando com Baymax? IMPOSSIBLE!

Termino esse texto dizendo que você tem que assistir esse filme PARA ONTEM e que NECESSITO de um Baymax para chamar de meu.





Você que ainda não viu e pretende ver, quais são suas expectativas? E você que viu, o que achou do filme? Deixe aí nos comentários.


16 janeiro 2015

Quando o meu feminismo era machista



Certa vez me perguntaram no Ask se eu era feminista. Esta é uma pergunta complicada porque não gosto muito de rótulos. Quando você diz "eu sou isso", as pessoas generalizam e colocam você dentro de um pacote, junto com outras pessoas que não necessariamente pensam como você. Generalização é uma porcaria e se existe algo que eu odeio com todas as minhas forças, bem, é ela. Mas vamos deixar isso para uma próxima discussão. O que quero dizer, aqui e agora, é que, concordar com o conceito do movimento não me faz concordar com tudo o que todas os feministas dizem e o mundo seria muito mais belo se todos entendessem - e respeitassem - isso.

Basicamente o feminismo é o movimento que defende a igualdade de papeis e direitos de homens e mulheres. Não, não é um movimento contra os homens. Não é organização mundial de dominação feminina. É uma luta por igualdade de gênero. E isso beneficia ambas as partes.  

Durante muito tempo da minha vida eu acreditei que assim como o machismo promove a misoginia, o feminismo promovia a misandria. Falta de informação é um dos maiores males. A forma como a palavra é escrita também não ajudou muito. Felizmente a internet está aí, me mostrando o mundo por outros ângulos e me fazendo ver os problemas para os quais eu estava cega.

Como eu já disse, não concordo exatamente com tudo o que aqueles que se dizem feministas falam, muito menos com todos os artifícios usados para lutar, mas creio que homens e mulheres devem ter os mesmos direitos e deveres, assim como devem lutar por eles. Apesar de não saber que isso era a base do feminismo, é algo em que eu sempre acreditei e definiu quem eu gostaria de ser.

Porém, durante muitos anos da minha vida, eu vivi um machismo disfarçado de feminismo.

14 janeiro 2015

5 livros em forma de diário




AMO listas. Não sei porque demorei tanto tempo para criar um quadro no canal dedicado especialmente a elas, mas aí está, o Papo em Listas.

E hoje teremos uma lista com 5 livros que são em forma de diário. Dos infanto-juvenis aos adultos. Não deixe de conferir.



02 janeiro 2015

Como fazer uma case do Harry Potter para Kobo/Kindle | Geek DIY



Diante de todo o meu desastre para cuidar do meu Kobo, decidi que estava na hora dele morar dentro de uma capinha que o protegesse de sua dona. Porém os preços das capinhas são bem altos e, convenhamos, elas são bem simples. Pensando nisso, resolvi inaugurar essa nova categoria aqui no Papo de Estante, ensinando todo mundo a fazer essa capinha fofinha do Harry Potter, para e-reader.

MATERIAIS
- Feltro nas cores do personagem
- Cola de tecido
- Régua
- Caneta (de preferência hidrocor, desliza melhor)
- Moldes  (Faça o download aqui)

O passo-a-passo está no vídeo abaixo :)






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